O Ponto de Cultura Ilê Axé Kiambá Ojú Oyá, localizado em Caruaru (PE), reafirma sua missão de preservar, ensinar e compartilhar os saberes ancestrais por meio da realização da Oficina de Palha da Costa, uma ação formativa gratuita aberta à comunidade.
Fundado em 2004, o Ilê é mais do que um espaço religioso: é um território vivo de cultura, espiritualidade e resistência, onde tradição e formação caminham juntas na construção de identidade e pertencimento.
A palha da costa, elemento tradicional das culturas de matriz africana, carrega significados profundos ligados à ancestralidade, à natureza e à espiritualidade. Em cada trançado, há uma história; em cada gesto, um ensinamento.
A oficina propõe um mergulho nesse universo simbólico e prático, onde os participantes não apenas aprendem uma técnica artesanal, mas também se conectam com:
Saberes tradicionais dos povos de terreiro
Práticas culturais afro-brasileiras
Valores de coletividade, respeito e ancestralidade
Relação sagrada com a natureza
Realizada no território do Ilê Axé Kiambá Ojú Oyá, a atividade integra o conjunto de ações culturais que fortalecem a formação comunitária e o protagonismo da cultura afro-brasileira no Agreste pernambucano.
Enquanto Ponto de Cultura, o Ilê atua diretamente na promoção da juventude, na valorização dos saberes tradicionais e no combate ao apagamento histórico, consolidando-se como espaço de educação popular e transformação social.
A formação aconteceu em três encontros:
21 de fevereiro de 2026 – turma da tarde
28 de fevereiro de 2026 – turma da tarde
11 de abril de 2026 – das 14h às 17h
📍 Local: Ilê Axé Kiambá Ojú Oyá
Rua Djalma Santos, 50 – José Carlos de Oliveira – Caruaru/PE
A Oficina de Palha da Costa reafirma que o conhecimento ancestral não está apenas nos livros, mas nas mãos, nos corpos e na vivência coletiva.
Ao abrir suas portas gratuitamente para a comunidade, o Ilê fortalece seu papel como espaço de acolhimento, formação e resistência, onde cada participante se torna também guardião de um saber milenar.
No Ilê Axé Kiambá Ojú Oyá, cada fibra tecida é um elo com a ancestralidade —
e cada pessoa formada é continuidade viva da tradição.